
Já é ridículo o suficiente os estudantes do Ensino Superior usarem uma farda preta com uma capa e insignías de marcas de cerveja, mas vá lá que não é coisa obrigatória, apenas imposta por uns idiotas que têm mais matriculas que os recém chegados (ou seja, chumbaram várias vezes). Mas agora na Escola Básica do 2º e 3º Ciclo José Maria dos Santos, no Pinhal Novo, impõe no seu regulamento interno um aspecto “asseado e limpo, vestindo-se de forma adequada ao espaço sala de aula” a todos os alunos, funcionários e docentes da escola. Isto tudo porque um professor sentiu-se incomodado por conseguir ver “as cuequinhas de uma menina, devido à minisaia muito curta que ela vestia“, para além de outros casos como um rapaz pintar-se todo com as cores da bandeira nacional durante o Euro2004, ou outra situação em que uma professora alertou um aluno que se viam as cuecas laranja que ele trazia por baixo das calças.
Pouco interessa o papel da escola, o que lá se aprende e partilha, as relações humanas entre as pessoas. O que interessa é o aspecto e a aparência. E esta tendência é cada vez mais evidente, depois de acontecer o mesmo com a Loja do Cidadão do Algarve, em que até em relação aos perfumes que se utilizam existiam restrições. A liberdade individual já não é o que era.
Estas merdas lembram-me sempre este vídeo dos Pink Floyd:
4 Comentários
Maio 13, 2009 ás 4:49 pm
Acho que um pouco de decência não mata. Não é de “bom tom” ir tratar do nosso IRS e a unica coisa que vemos é a racha do decote da menina que nos atende…
Ou esse caso da mini-saia.. sem comentários..
Na rua cada um anda como quer.. Se anda nu é preso e acho bem.. agora de mini saia .. é ela que se constipa.
Tenho lido o que tens escrevido e até vou concordando, mas com este post tenho que discordar..
Na tua casa deixavas andar um tipo de pixota ao léu?
Não é tão extremo, mas as escolas, por exemplo, são de todos, e não das meninas mal têm maminhas.
Beijocas e coisas bombocas.
Boas escritas
Maio 13, 2009 ás 5:30 pm
Se partimos do princípio que vivemos em liberdade e que cada um se apresenta como quer não temos nada haver com isso. Para o “bom tom” estou-me bem a marimbar, muita gente utiliza esse argumento para os tipo como eu que não usam fato e gravata, que não fazem a barba e que até têm cabelo maior do que o recomendável. Pouco me interessa se vejo um decote grande quando vou tratar do IRS, desde que esse serviço seja feito e assegurado estou-me bem a marimbar. E a ideia da Loja do Cidadão do Algarve não é isso: é roupa discreta, é perfumes pouco agressivos (?), é não pintar as unhas de verde… Mas o que é que eu e qualquer outra pessoa tem haver com isso? Rigorosamente nada.
“Se anda nu é preso e acho bem”: Gostava que me explicasses essa! Achas bem porque? Eu acho mal, não concordo com estados autoritários. Prendam antes os que estão no poder a foder-nos a vida a cada dia que passa, isso sim é que é escandaloso.
O que eu faço e deixo fazer na minha casa não tem nada haver com este assunto. A comparação é simplesmente despropositada…
E como a escola é de todos deve ser livre, aberta e plural. Não quero a escola que existia no Estado Novo.
Maio 13, 2009 ás 4:51 pm
errata … escrevido=escrito ..
Foi mau……
Maio 21, 2009 ás 3:05 pm
Acrescento uma coisa ao que é dito no post. É que esses regulamentos acerca da aparência são também “aprendizagem”. Ou seja, é também a escola a ensinar a estar neste mundo. A escola ensina mais coisas “por fora”, de outras formas, do que propriamente nas matérias da sala de aula.
Que coisa horrível.
Eu visto como eu me quiser vestir.
E não concordo nada com o passarinho.
“Decência” é moral e é uma coisa subjectiva. Se alguém achar que é indecente as mulheres usarem calças, como já se achou noutros tempos, então faz-se um regulamento a dizer isso e que ninguém apareça assim na escola! Se alguém achar que é indecente os homens terem cabelo comprido e tiver poderes para fazer um regulamento, pronto, resolvido, lá vão eles rapar as cabeças. E o mundo passa a ser decente.
E eu deixava andar um moço de pixota ao léu em minha casa! Porque não?