Para além da habitual Feira do Livro de Lisboa, no Parque Eduardo VII, temos também a Feira do Livro Anarquista, no Bairro Alto:

Para além da habitual Feira do Livro de Lisboa, no Parque Eduardo VII, temos também a Feira do Livro Anarquista, no Bairro Alto:


Ao contrário do que aconteceu na ocupação da sede do BPP no Porto – onde os ricaços até direito a cafés tiveram – a PSP tem agido em força no Bairro da Bela Vista em Setúbal.
A Bela Vista é mais um dos muitos bairros esquecidos e que constituem, juntamente com o Interior do país, o Portugal profundo. Zonas das quais ninguém se lembra e onde os seus habitantes são gente à parte para as autoridades, sejam elas quais forem. No caso destes bairros “fodidos” só a Polícia se lembra de que existem.
Este caso vem na sequência de mais uma execução de um jovem pela Polícia, Mais uma vez, um tiro na nuca. Mais uma vez a população do bairro do assassinado protesta contra o crime cometido pela PSP. Mais uma vez a Polícia entra com o rei na barriga por ali dentro, gerando protestos legítimos da população. O filme repete-se vezes e vezes sem conta, e as sequelas vão saindo com cada vez mais frequência: Cova da Moura, Quinta da Fonte, Quinta do Mocho, Olaias e muitas mais de que nem fazemos ideia. A questão continua a ser varrida para baixo do tapete por todos, atribuindo as culpas aos “criminosos”, aos “excluídos” e à sua “natureza violenta”.
A extrema-direita e a direita trauliteira acham que tudo não passa de um caso de polícia, usando da demagogia que lhes é inerente e culpando o Ministro da Administração Interna. Pois não é assim. O que se passa aqui é um problema social, um problema de desemprego e de pobreza, a luta de classes no seu estado mais puro nos nossos dias: as camadas mais baixas do proletariado, o lúmpen-proletariado, em pé de guerra contra um sistema que os exclui e humilha diariamente. E, naturalmente, contra a Polícia que os reprime em nome do sistema.
Nesse aspecto, Jerónimo de Sousa pôs hoje o dedo na ferida ao dizer que se podem mobilizar esquadrões de polícia inteiros que não resolvem o problema. É uma realidade, e acrescento que a repressão vai, a médio-longo prazo, piorar o sentimento de revolta destas populações. Os exemplos de França, com as revoltas nos banlieue, devem ser levados em conta. França caminha para uma guerra-civil. Portugal seguir-lhe-à os passos. É bom que assim seja.
Por último, e voltando ao início, é triste ver que ninguém fala na diferença de tratamento dado aos burgueses portuenses do BPP e aos populares da Bela Vista.
Sobre este assunto, ler este excelente texto publicado no 5 dias.

Ainda me pergunto como acham esta inventada pseudo-tradição fascista uma coisa divertida, com bons valores (seja lá o que isso for), de fraternidade e de acolhimento? Há pouca coisa que abomino mais do que praxe académica.
Meia centena de clientes ocuparam sede do BPP no Porto
Afinal os burguesotes aprenderam alguma coisa com a classe operária. O que se seguirá? Aposto em assembleias plenárias com votações de braço no ar para aprovação das operações bolsistas. E venham daí formações de Sovietes de gestores, investidores e patrões.
É o que diz Alberto João Jardim, numa entrevista ao Diário de Notícias. Acho que foi a melhor resposta ao que se passou.
Claro que o resto da entrevista é para esquecer, principalmente quando é outro a favor do Bloco Central PS-PSD para “mudar de sistema“. Medo.


Pelos vistos a tal história da bufaria dos meninos do PCP era uma jogada de antecipação.
Não vou colocar links nem nomes. Mas para os que percebem:
Porque raio é que uma boa parte da blogosfera ligada ao PCP anda a bufar por aí?
É que não há outro nome para a coisa. E é assim que se percebe o autoritarismo e as palas nos olhos de muita gente “comunista”.
Pedro Namora, ex-militante do PCP, farto do “seu” partido estar “descaracterizado”, torna-se candidato pelo Partido Popular Monárquico à Câmara Municipal de Setúbal. E o seu blogue tem o nome de Combate – Vale a pena lutar!
Foda-se, isto é mais ridículo do que ler o 31 da Armada.
(via Arrastão)