Só faltou o champô

Ofensas pessoais e água atingiram delegação socialista no desfile do 1º de Maio

É no que dá estas provocações deliberadas. Se o PS diz, sem qualquer pudor, que a CGTP é controlada pelo PCP e que a UGT é que a Central Sindical “justa”, então que raio foram fazer para o Martim Moniz, a meia-dúzia de metros dos amarelos ugêtês? Naturalmente levaram a lavagem devida, aquela que a burguesia merece sempre.

Mas quem sai a ganhar é o próprio PS. Lembram-se do senhor Soares na Marinha Grande?

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22 comentários

Filed under igor marques, nacional, sócrates, sindicalismo

22 responses to “Só faltou o champô

  1. LGF Lizard

    Detesto violência, mas neste caso abro uma excepção e só se perderam as que caíram no chão…

  2. A única coisa decente que o Vital Moreira fez foi traduzir o primeiro capítulo do Capital. Por acaso foi por essa edição que o comecei a ler.

  3. Igor Marques

    Lizard: o problema foi nem lhe terem acertado com nenhuma. Do que me apercebi foi uma situação relativamente normal, tendo em conta as circunstâncias, e que foi muito explorada pelas empresas de comunicação.

    Eugénio Calado: não conheço a edição de que falas, que suponho ser das Edições Avante, mas não estarás a confundir com o José Barata Moura? Ele é que, normalmente, traduz vários clássicos do Marxismo para a referida editora.
    Eu li o Capital numa edição bem antiga, publicada por uma editora ligada à UDP e de que agora não me recordo o nome.

  4. A resposta acima a mim próprio era obviamente para o comentário do Igor Marques.

  5. Ehehehe, eu conheço o rapaz loiro!

    Isto é um comentário ao senhor autómato. Prezo mil vezes mais esse rapaz, apesar de não prezar o seu partido, que delatores… vocês sabem donde.

  6. Aliás, é vergonhoso esse comentário de reles bufo. Peço aos donos do blogue que o apaguem.

  7. Igor Marques

    Sim Eugénio, tens razão. Confirmei entretanto isso da tradução e da editora.

    Quanto ao comentário a que te referes, estive para o não aceitar mas aceitei-o precisamente porque que lhe quero dar uma resposta, em jeito de post, o que vou fazer de seguida, dado que ainda não tive disponibilidade.

  8. Maria Olivia

    A associação feita acima e a denúncia que ela encerra deve ser divulgada. Quem não deve não teme. Ou temerão? Se calhar, revelam o óbvio: o BE é hoje útil ao PS, como o foram, no passado, os grupelhos que estão na sua génese. O próprio Mário Soares reconheceu (epifânias que só a senilidade permite) a “utilidade” dos grupelhos provocadores de “extrema-esquerda” no combate de desgaste ao PC.

    Já agora, porque chama “traidor” a Vital Moreira, o imberbe agitador louro? Não satisfeitos em travestirem-se de trabalhadores, qual “acidentes carnavalescos” nas comemorações do 1.º de Maio em exercício de requinte pequeno-burguês, agora também se querem travestir de militantes do PC ressentidos? …em favor de quem e contra quem?
    – contra os trabalhadores, que viram a grandiosa manifestação que fizeram em Lisboa reduzida ao circo mediático de uns apupos e agressões(?).
    – contra o PC, repetindo a fórmula da Marinha Grande.
    – a favor do PS, que com o circo mediático e vendo a mentira anticomunista repetida mil vezes nos órgãos de CS, conseguiu “apagar” a manifestação do 1.º de Maio da CS, lateralizar a discussão política e arranjar peditório (o da vitimização do candidato) até ao dia das eleições.

    O PS há-de agradecer, de facto, ao BE e aos “idiotas úteis” de serviço.

    A particularidade, neste caso, é que a irresistível atracção entre as câmaras de televisão e o BE desta correu mal e desmascarou o “arranjo”.

    Provocadores úteis como o “Délio” chegaram a ser providenciais para a PIDE… e depois para a CIA. Lixo pidesco, sim.

    • Bufos e delatores mereciam, após o 25 de Abril, o mesmo fim que os PIDEs mereciam. E aí irias ver muita gente do teu querido Partido no Campo Pequeno.

      Esta atitudezinha de publicitar o nome de uma pessoa para defender o PCP é de uma pequenez brutal. E a análise que faz, que o BE incitou as “massas” contra o Vital Moreira, para favorecer o PS e atacar o PCP, é demasiado rebuscado.

      Quem foi atrás do Vital, fosse do PCP, do BE ou não tivesse partido algum, não merece o seu nome publicado para a polícia. É simples.

  9. A Maria Olívia esquece uma coisa. Quer entregar à polícia um rapaz, que por não ser do Partido, é um agente do Capital.
    A Maria Olívia vale menos que um reles pide.

  10. O PC é o partido que chamava fascistas aos grevistas da TAP. O PC é o partido que negociou a sua safa no 25 de Novembro entregando a extrema-esquerda. O PC é o partido que sempre defendeu o estalinismo. O PC não merece nenhum respeito, é a primeira força a abater numa revolução porque é o primeiro inimigo que uma revolução tem que enfrentar.

    O PC é também, embora isto seja irrelevante, a única força política que me agrediu fisicamente.

  11. Igor Marques

    Eugénio Calado, o PCP nunca defendeu o chamado “estalinismo”. Se assim fosse seria menos mau. O PCP defende a social-democracia e o revisionismo burguês dos Krutschev, Dimitrov, Deng Xiao-ping e restante camarilha.
    Não que defender Estaline seja bom, mas “naquele tempo” a defesa de Estaline era feita por outros, opostos ao PCP.

    Eu recordo que o PCP pediu aos trabalhadores de Lisboa que recebessem amistosamente os soldados da esquadra da NATO estacionada no Tejo. Isto nos idos de 75.

  12. Maria Olivia

    Eugénio Calado:
    Elevas o anti-Pê-Cê-Pêismo a patologia.
    “O PC (…) é a primeira força a abater numa revolução porque é o primeiro inimigo que uma revolução tem que enfrentar.” – brilhante!
    O “camarada Abel” não bolsaria melhor.

  13. Maria Olivia

    “O PCP defende a social-democracia e o revisionismo burguês dos Krutschev(…)”?

    “Graves cedências e capitulações ideológicas, políticas e de classe que se manifestaram sobretudo a partir de meados da década de 80, acabaram por determinar que, da aguda competição e confrontação entre os dois sistemas, resultasse temporariamente um sério retrocesso no caminho do progresso social”(Resolução Política do último Congresso do PC, em que o “sobretudo” remete para “cedências” e “capitulações” já instaladas)

    mais:

    “O estudo das suas causas e consequências prossegue no movimento comunista e no campo progressista, e o PCP deverá consagrar-lhe ainda mais atenção para tirar todas as experiências e ensinamentos que comporte, a fim de prosseguir a luta com reforçada confiança.”

  14. Dois sistemas? Para o proletariado é só um: exploração e submissão, ou seja, continuar a ser proletariado.

    Olívia palito da paliçada PCísta, tal como o SPD foi o primeiro inimigo a defrontar na Alemanha em 18-19, o PC também representou a mesma barreira em Portugal em 74-75.

    De resto, podes bolsar o que quiseres. A caterva operária que aguenta este mundo irá seguir-vos enquanto continuar uma caterva. Mal ganhe coragem sacudirá do capote carraças como vós.

  15. Maria Olivia

    “Eu recordo que o PCP pediu aos trabalhadores de Lisboa que recebessem amistosamente os soldados da esquadra da NATO estacionada no Tejo. Isto nos idos de 75.”

    Carlos Plácido de Sousa, numa comunicação apresentada no Encontro Internacional “Civilização ou Barbárie” intitulada “O imperialismo e Portugal” contextualiza com algum rigor as
    “pressões económicas, tais como o encerramento de empresas americanas instaladas em Portugal e despedimentos dos seus trabalhadores; ou tais como as manobras da famigerada ITT para provocar a desestabilização social manipulando reivindicações salariais; ou ainda como as ameaças de bloqueio económico e comercial. Chegou a haver ameaças de repatriamento forçado para Portugal do enorme número de emigrantes portugueses trabalhando em países capitalistas. Da parte de responsáveis alemães tentaram-se manobras para dificultar as relações comerciais com a Alemanha Federal, então o maior parceiro comercial de Portugal. E o dirigente trabalhista inglês James Gallahan, ministro dos Negócios Estrangeiros de 1974 a 1976, chegou a aventar a hipótese de uma intervenção militar em Portugal.”

    Já agora, também em nome do rigor, o PCP pediu que se organizasse um uma recepção amistosa com confetis ou condenou tacticamente a manifestação dado o contexto acima descrito?

    Factos históricos, mais que por si só, valem pela sua circunstância.

  16. Igor Marques

    Maria Olivia eu li essas páginas da Resolução Política. O que me saltou à vista desde logo, e que a Maria transcreve para aqui, é uma confusão tremenda na cabeça dos ideólogos do PC. A análise não pode ser feita a partir dos anos 80. Têm que ser analisadas as causas que levaram a esses “desvios e deturpações”. E as causas por de trás dessas causas. E assim sucessivamente, até se concluir que a URSS foi um aborto. E como ela todos os governos ditos Socialistas do século passado.
    O assunto interessa-me particularmente mas não é aqui o local para tal análise da minha parte.
    Deixo-lhe só uma frase, das que colocou em cima, na qual gostaria que reflectisse:

    “acabaram por determinar que, da aguda competição e confrontação entre os dois sistemas, resultasse temporariamente um sério retrocesso no caminho do progresso social”

    Sendo inegável que o Socialismo é um sistema indestrutível e muito mais forte que o Capitalismo, como poderia a confrontação entre ambos resultar numa derrota, porque foi disso que se tratou, para o primeiro? Como poderia algum dia um regime supostamente apoiado na classe operária e na vasta maioria da população capitular sem que a mesma exprimisse o menor desejo de o defender? Como é possível que uns governos supostamente Socialistas e operários tenham sofrido tantas derrotas seguidas , infligidas pelo Capitalismo?

    Eugénio Calado, alguma moderação na linguagem por favor.

  17. Igor Marques

    Ó Maria Olivia é revelador esse texto que aí coloca. Revela que afinal o PCP nunca quis o Socialismo para Portugal, e menos ainda aceitou o movimento popular e revolucionário. A não ser que estivesse à espera que o Mundo Capitalista aceitasse passivamente uma revolução em Portugal. Ou seja, assim sendo, o PCP estava contra a revolução operária em Portugal e a favor daquilo que veio depois.
    Eu recordo que essa manifestação anti-NATO e anti-EUdA foi uma grande manifestação operária, quase espontânea. Como de resto foi espontâneo esse movimento de 74/75. Se era provocador? Era, mas não é isso que uma revolução pretende ser?

  18. Não estou a ver o problema com a linguagem. Bolsar pedi de empréstimo à “camarada”. E as paliçadas são feitas de palitos tal como uma cabana se constrói com sete palmos de terra.

    E continuo a achar que o pior é a denúncia. Os “camaradas” fazem o trabalho da polícia.

  19. E outra coisa,o Partido quer as massas estejam elas mergulhadas na mais estúpida alienação ou não. Se os idiotas dos eleitores engolirem que é uma perversidade um animal político levar nas trombas quando engolem que é legítimo a bófia desancar os operários da Marinha Grande e os clientes das pastelarias da respectiva cidade, que importam os eleitores? Serão parvos à espera da infusão de consciência socialista pela vanguarda autorizada do PCP? São simplesmente parvos, sujeitos às várias pressões e apelos das diversas banhas da cobra políticas autorizadas e patenteadas pelas autoridades competentes? É preciso disputar o mercado?

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