Anedotas boas no jornal do Governo

Grupo de anarquistas contesta o poder mas com o rosto coberto
por ISALTINA PADRÃO

Pouco mais de meia centena de pessoas juntaram-se no Jardim do Príncipe Real (Lisboa) e desfilaram até à Praça da Figueira. As palavras de protesto foram ditas em ‘slogans’ e panfletos

Com muito para dizer “mas não aos jornalistas”, pouco mais de meia centena de anarquistas, como se autodefiniram, reservaram três horas do seu dia de ontem para dizer “não”. Não ao capitalismo, não ao Estado, não à Igreja, não ao patronato. E, sim à anarquia, sim ao “deixem-nos fazer o que queremos”.

E na tarde de ontem o que quiseram foi concentrarem-se, aos poucos, no Jardim do Príncipe Real, em Lisboa, e desfilar por algumas ruas da cidade até à Praça da Figueira, sempre sob escolta policial.

Na sua maioria jovens, os manifestantes – entre eles, alguns estrangeiros (ouvia-se espanhol, inglês e alemão) – encetaram a marcha de rosto tapado com máscaras e lenços de tonalidades escuras e rodeados de faixas que passavam a mensagem e lhes escondiam a identidade. “Se alguns manifestantes tapam a cara (…), tal sucede devido ao controlo a que nós e, de uma forma cada vez mais generalizada, a sociedade inteira, se vê sujeita por parte das autoridades”, lê-se num dos panfletos distribuídos (forma escolhida para comunicar).

No Rossio, cruzaram-se com sindicalistas, e slogans como “Povo organizado vive sem Estado” subiram de tom, como as faixas, que, a descoberto, deixaram só os olhos.

Original aqui.

Não há muito a dizer. É confrangedora a forma como se escreve nos jornais Portugueses e muito particularmente no do Governo.

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3 comentários

Filed under empresas de comunicação, igor marques, lutas sociais, nacional

3 responses to “Anedotas boas no jornal do Governo

  1. Mesmo quando simplesmente se referem aos “populares”. cf. http://velha-toupeira.blogspot.com/2009/02/o-que-e-comunicacao-social.html

    Ficou-me na memória, já faz muito tempo, um colega ter comprado o Expresso para admirar uma publicidade sobre motas BMW e logo depois ter atirado todo o resto pela janela dizendo com desdém: pasquim burguês!

  2. Igor Marques

    Muito bom esse texto que aí colocas.

    Sobre o Expresso tenho apenas a dizer que é um atentado ambiental, dada a quantidade de papel enfiada num saco plástico.
    Já quanto ao teu colega, a sua atitude não foi lá muito proletária: comprar esse jornal? Admirar publicidade, ainda para mais da BMW? Atirar pela janela?

  3. mescalero

    É que não há mesmo grandes comentários a fazer a jornalismo deste. Velhacaria do início ao fim.

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