Category Archives: imperialismo

100 dias do novo administrador do regime de Washington

Sobre este assunto, que pouco me diz, li um interessante texto de um indivíduo de Direita (escriba no blogue reaccionário 31 da Armada), e que me mereceu a atenção.

Apesar da evidente defesa do Bush filho, o artigo foca um aspecto muito interessante e que eu, em conversas privadas, já tinha referido: a protecção das empresas de comunicação Mundiais ao sucessor do criminoso internacional e a diferença de tratamento entre um e outro.

Esta atitude é o reflexo de uma jogada de mestre por parte do Imperialismo: com os povos Mundiais, e o próprio povo Estado-Unidense, fartos de Bush e dos EUA, nada melhor que dar-lhes uma imagem de “mudança” para recolocar Washington nas boas graças do Globo. Este “fenómeno Obama” é de longe a maior e mais arrojada jogada de marketing da política Mundial no passado recente e vai ser decisivo para a política Internacional no futuro próximo.

Ainda sobre esta matéria, façam o favor de ver este documentário que, apesar de algumas evidentes limitações, me parece positivo e bom ponto de partida para a compreensão daquilo que será a política desta administração do Império nos próximos tempos.

Por último, um dos momentos mais curiosos destes “100 dias” foi a oferta de um livro, mais ou menos desconhecido, por parte de Chávez a Obama. Trata-se de “As Veias Abertas da América Latina” de Eduardo Galeano, um livro publicado há quase 40 anos (1970) mas que se mantém totalmente actual. Em Portugal só foi editado em 1998, através das Edições Dinossauro. É de leitura obrigatória e podem fazê-lo, gratuitamente, aqui.

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A pandemia dos porcos…

…é bem capaz de ser uma arma biológica da “Al-Qaeda”. Nem sei como é que o Donald Rumsfeld ainda não se lembrou dessa.

(para quem não sabe o Donald Rumsfeld, ex-Secretário da Defesa do Bush, é o ex-dono e um dos principais accionistas da Gilhead Sciences Inc.,  empresa que desenvolveu e detém a patente do Tamiflu, medicamento usado para combater a “gripe das aves” e que agora poderá ser testado para esta “gripe dos porcos”).

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Kosovo – um ano de fantochada

Fantochada não só pela paródia que foi (e há-de continuar a ser) o processo de secessão da província Sérvia do Kosovo, mas fantochada também (e principalmente) o pseudo-Estado criado nos Balcãs, autêntica marioneta ao serviço do Imperialismo Estado-Unidense e do Imperialismozinho de Bruxelas.

Para além da ilegalidade da secessão, é importante referir que o Kosovo é historicamente parte integrante da Sérvia desde o século XI (o que é mais do que a existência de Portugal), não havendo qualquer razão ou justificação para a sua separação.

Tudo faz parte de uma lógica Imperialista, com o regime de Washington a querer abrir um corredor de aliados desde a Dalmácia até à ponta sul da Trácia, depois de terem apoiado a desagregação da Jugoslávia e a criação de Estados etnicamente puros na zona. O mesmo regime de Washington que tinha já o Kosovo dentro dos seus domínios. Actualmente, o Império tem duas bases militares activas na região.

Além disso, a separação do Kosovo tem ainda outra ideia por trás: com a Albânia a candidatar-se a membro da NATO, a Sérvia, enquanto aliada da Rússia, ficará totalmente isolada nos Balcãs e sem acesso ao Mar Adriático. De resto, é bem possível que a jogada passe pela integração do Kosovo na Albânia.

Outra questão prende-se com a viabilidade de um Kosovo independente. O Kosovo é já um paraíso de traficantes das mais diversas mercadorias (incluindo Humanos) e o seus figurões são homens com ligações ao mesmíssimo terrorismo islamista (recorde-se que o UÇK enquadrou mercenários islâmicos, com o conhecimento da NATO). Isto significa que o Kosovo interessa ao Imperialismo, acima de tudo, e aos criminosos internacionais que dele dependem e com ele cooperam, como os traficantes de armas, droga, Humanos e terroristas internacionais.

O Kosovo representa ainda uma nova contradição para o Imperialismo. A maioria da população Kosovar é muçulmana e mais zeladora dos preceitos religiosos que os Bósnios. O perigo de uma deriva fundamentalista é tão ou mais real que na Turquia, onde apesar de tudo existe um controlo político e judicial muito apertado sobre os islamistas. No caso Kosovar, não nos parece que de futuro vá haver condições para um controlo dessa natureza e se para já não parece haver razões de preocupação, a verdade é que no futuro (com esta coisa das religiões nunca se sabe) poderemos vir a assistir a um Estado Islâmico criado e mantido por Washington e Bruxelas. Confesso que me riria bastante.

Por último, qual a justificação que o Kosovo tem para se separar da Sérvia e que outras regiões, essas sim com legitimidade e justificação, não têm? Falemos de Euskal Herria, dos Países Catalães, do Curdistão, da Córsega, do Sahara Ocidental, da Ossétia ou da Abecássia. Porque é a ETA “terrorista” e o UÇK “heróis”?

Em jeito de balanço, e porque foi isso que me fez escrever este post, ao fim de um ano de separação continua tudo na mesma como a lesma, ou pouco mais ou menos. Dois terços dos membros da ONU não reconhecem a independência da região e, entretanto, já se assistiu a uma guerra no Cáucaso como consequência indirecta desta fantochada. Entrementes a UNMIK por lá continua, mostrando que a viabilidade do Kosovo enquanto nação separada da Sérvia é nula. Quanto à própria Sérvia, acaba por constituir a única “vitória” decente para o Imperialismo. Com o isolamento regional a que está sujeita, vira-se cada vez mais para Bruxelas e é possível que a médio-prazo se candidate a membro da UE.

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