Category Archives: lutas sociais

O que irão fazer a seguir?

A dúvida é se a PSP conseguirá controlar a situação apenas pela força.

Tendo em conta que esta situação começou com mais um jovem ter sido abatido a tiro (na nuca, essa parte do corpo tem um íman para balas a metros de distância), o que vão tentar fazer a seguir? Vamos todos pensar que é natural que existam bairros sociais, pessoas postas de parte naqueles aglomerados, pobreza extrema e assassinatos de pessoas em fuga, quer tenham cometido um assalto ou não. É que se eu pensar que isto tudo é natural, tolerável e simpático acho que não há mais nada a fazer e estaria a falar de futebol.

Aí teria tempo para pensar nisso.

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Anedotas boas no jornal do Governo

Grupo de anarquistas contesta o poder mas com o rosto coberto
por ISALTINA PADRÃO

Pouco mais de meia centena de pessoas juntaram-se no Jardim do Príncipe Real (Lisboa) e desfilaram até à Praça da Figueira. As palavras de protesto foram ditas em ‘slogans’ e panfletos

Com muito para dizer “mas não aos jornalistas”, pouco mais de meia centena de anarquistas, como se autodefiniram, reservaram três horas do seu dia de ontem para dizer “não”. Não ao capitalismo, não ao Estado, não à Igreja, não ao patronato. E, sim à anarquia, sim ao “deixem-nos fazer o que queremos”.

E na tarde de ontem o que quiseram foi concentrarem-se, aos poucos, no Jardim do Príncipe Real, em Lisboa, e desfilar por algumas ruas da cidade até à Praça da Figueira, sempre sob escolta policial.

Na sua maioria jovens, os manifestantes – entre eles, alguns estrangeiros (ouvia-se espanhol, inglês e alemão) – encetaram a marcha de rosto tapado com máscaras e lenços de tonalidades escuras e rodeados de faixas que passavam a mensagem e lhes escondiam a identidade. “Se alguns manifestantes tapam a cara (…), tal sucede devido ao controlo a que nós e, de uma forma cada vez mais generalizada, a sociedade inteira, se vê sujeita por parte das autoridades”, lê-se num dos panfletos distribuídos (forma escolhida para comunicar).

No Rossio, cruzaram-se com sindicalistas, e slogans como “Povo organizado vive sem Estado” subiram de tom, como as faixas, que, a descoberto, deixaram só os olhos.

Original aqui.

Não há muito a dizer. É confrangedora a forma como se escreve nos jornais Portugueses e muito particularmente no do Governo.

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The ghost of Tom Joad

Há 70 anos atrás, nos EUA, era lançado o histórico romance “As Vinhas da Ira”, de John Steinbeck. Numa época similar à actual, com a maior e mais importante crise do sistema Capitalista a atingir a classe trabalhadora, este livro tornou-se um ícone. Nele acompanhamos a saga da família Joad, pequenos proprietários rurais do Oklahoma que viram as suas terras serem expropriadas pela Banca e que decidem atravessar o sul do país em direcção à Califórnia, à procura de trabalho e de vida.

O livro foi marcante na época, e continua a sê-lo hoje. Foi queimado em público, banido, vilipendiado e alguns dos seus leitores foram perseguidos. E isso basta para fazer dele uma obra mítica.

Ler “As Vinhas da Ira” é um exercício de aprendizagem sobre o que é o Capitalismo e sobre porque razão existe quem se lhe opõe. Pessoalmente, que li a obra duas vezes com alguns anos de intervalo entre ambas, continuo a achar que o momento mais alto do livro, em termos ideológicos, é a queima de um monte de laranjas que não tinham lugar no “mercado” aos olhos de desempregados famintos. A chamada “Grande Depressão”, início do fim do Capitalismo, trouxe-nos este e outros episódios de profundo desprezo pela vida Humana. A actual Depressão irá trazer-nos piores. Esperemos que o fantasma de Tom Joad ande por aí.

Ainda na literatura, mas na nacional, há 100 anos nascia Soeiro Pereira Gomes, nome maior do neo-realismo Português. Autor do livro “Esteiros” (uma espécie de “Vinhas da Ira” da literatura lusa) Soeiro Pereira Gomes marcou assim a sua época e o seu movimento. Militante e dirigente do PCP, que está sedeado na rua Lisboeta com o seu nome, Soeiro foi progressivamente apagado da memória literária Portuguesa por evidentes razões ideológicas, inclusivamente pelo Partido em que militou. Assumir uma postura indefectível de defesa dos interesses operários e revolucionários tem o seu custo. A obra de Soeiro Pereira Gomes paga-o desde a sua morte.

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A normalidade do cacetete

O comportamento da polícia nas manifestações deixa, geralmente, muito a desejar. Em boa parte das manifestações em que participo, mesmo naquelas que são mais “oficiais” (como as da CGTP), a atitude da polícia passa por um jogo de intimidação, ainda que passe despercebido por muita gente. O polícia quando está de serviço, principalmente em meios mais politizados, de jovens ou de classes mais baixas, parece tender para uma atitude de desprezo e existe uma necessidade de por as coisas na ordem – de mostrar a autoridade. Não há cá brincadeiras…

Ainda que não ignore o caracter violento de algumas manifestações anti-G20, não se pode ignorar o caracter violento da polícia – esses sim é que não são controlados. Em Londres parece que o manifestante que morreu de ataque cardiaco por causas naturais era, afinal, uma pessoa que tinha saído do trabalho e ia para casa, de mãos nos bolsos. E, sem nada que o justifique, foi abalroado para o chão por um cacetete. Quem é que o foi ajudar? Não foi a polícia que serve para nos proteger, mas sim alguns “perigosos” manifestantes…

O mais incrível é que isto seria considerado normal se Ian Tomlinson não tivesse morrido. É normal que a polícia agrida indiscriminadamente quando tem oportinidade para tal acontecer. Seja em manifestações anti-capitalistas ou de trabalhadores, seja em vigílias à porta das empresas, seja em acções pacíficas pelo meio ambiente, seja no despejo de uma associação cultural, seja em bairros sociais… A prole merece que lhe batam, não é?

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2ª Assembleia May Day

MayDay!! MayDay!!

O MayDay!! Lisboa 2009 está a começar e toda a gente está convocada. Depois da primeira acção nas ruas de Lisboa, a mostrar como é difícil equilibrar e suportar todas as coisas que fazem parte da nossa vida, voltamos a reunir-nos numa segunda assembleia para decidir as próximas acções que farão o nosso caminho até ao dia 1 de Maio!!


Toda a gente está convocada!


Assembleia MayDay!! Lisboa :: dia 4 de Março :: 21 horas

Associação Solidariedade Imigrante
———
Rua da Madalena, 8 – 2º
(ao Campo das Cebolas)

Mais informações: http://maydaylisboa.blogspot.com/

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Tradições regionais ou o “moderno” Santo-Silvismo

Dirigentes do PCP agredidos à porta de uma fábrica em Penafiel.

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Passa Palavra – Colectivo luso-brasileiro de classe

A seguir com atenção este novo colectivo formado dedicado à luta dos trabalhadores em Portugal e no Brasil:

http://passapalavra.info/

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