Category Archives: pcp

Os Bufos

Não vou colocar links nem nomes. Mas para os que percebem:

Porque raio é que uma boa parte da blogosfera ligada ao PCP anda a bufar por aí?

É que não há outro nome para a coisa. E é assim que se percebe o autoritarismo e as palas nos olhos de muita gente “comunista”.

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Esqueçam a Zita, temos o Pedro Namora

Fui militante do PCP durante 26 anos. Não tenho palavras para expressar tudo quanto vivi e aprendi no Partido. Tudo quanto sou, como homem e cidadão, devo-o ao meu querido Partido. Para mim, a existência do PCP é um dos motivos mais fortes que alicerça o profundo orgulho que tenho em ser português.

(…)

Agradeço ao PPM e aos respectivos dirigentes, a confiança que em mim depositaram e a oportunidade que me deram de poder expressar, eleitoralmente, as minhas ideias para melhorar o concelho de Setúbal.

Pedro Namora, ex-militante do PCP, farto do “seu” partido estar “descaracterizado”, torna-se candidato pelo Partido Popular Monárquico à Câmara Municipal de Setúbal. E o seu blogue tem o nome de Combate – Vale a pena lutar!

Foda-se, isto é mais ridículo do que ler o 31 da Armada.

(via Arrastão)

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Uma história suja

Vem este post a propósito de um comentário ao anterior. Comentário esse que, dado o conteúdo e escrito por alguém auto-intitulado “autómatos provocadores do bloco no seu melhor”, mostra bem de onde vem e para onde quer ir.

Que fique desde já claro o seguinte: neste blogue não temos nem aceitamos qualquer ligação partidária e não alimentamos guerrinhas deste (baixo) nível entre partidos, particularmente quando falamos de dois partidos ditos “de esquerda”.

Antes porém de passar a uma merecida resposta ao referido post, irei a uma análise, agora mais a frio, dos factos:

Não tenho as menores dúvidas de que tudo não passou de uma provocação orquestrada pelo PS e sua máquina de propaganda, feita com o intuito de limpar a imagem de um candidato ao Parlamento Europeu claramente em queda.

A direcção da CGTP, que organizou a marcha do 1º de Maio, convidou o PS para que enviasse uma delegação ao evento e assim se cumprisse uma formalidade tradicional, isto é, uma simples troca de cumprimentos. A meu ver fez mal. A marcha tinha como objectivo não só assinalar o 123º Dia Mundial dos Trabalhadores mas também, e com toda a razão, protestar uma vez mais contra a política de direita deste governo PS. Mesmo tratando-se de uma mera formalidade protocolar e tradicional, parece-me quase uma traição a todos os trabalhadores. É colocar a imagem à frente da vida dos trabalhadores que supostamente defende e representa.

Contudo a organização da marcha, muito razoavelmente, agendou esse acto formal para o Rossio e não para a praça do Martim Moniz onde se iniciaria a marcha do 1º de Maio e onde estariam milhares de homens e mulheres descontentes com o governo PS. Havia concerteza a consciência de que as coisas poderiam “dar para o torto” e foi decidido um “campo neutro” para a troca de cumprimentos. Porém, à última hora, alguém trocou os locais e a delegação do PS acabou mesmo por ir ao Martim Moniz.  Não sei de quem é a responsabilidade, mas não me parece que a CGTP, até pelas reacções posteriores aos acontecimentos, o fizesse.

Claro que a suposição sobre este pormenor não chega para acusar o PS de provocação. Mas vejamos como respondeu o PS ao convite da CGTP: enviou uma delegação encabeçada pelo seu cabeça de lista às eleições Europeias, aproveitando assim para fazer campanha eleitoral, algo que eu considero lamentável por razões que me parecem evidentes. Mas mais: o indivíduo que encabeçou a delegação do PS, para além de não ser militante desse partido (o que desmonta a ideia de cordialidade e inocência do PS), tem sido uma das mais ferozes vozes contra a CGTP nos últimos 4 anos e um dos mais acérrimos defensores das decisões do governo PS (as mesmas contra as quais milhares de pessoas se estavam manifestando naquele lugar). As suas intervenções na comunicação dita social e no seu blogue não deixam margem para dúvidas. Para piorar, Vital Moreira –  sem dúvidas um dos mais experientes políticos portugueses no activo – sabia bem onde se ia meter. Foi militante do PCP durante vários anos e participou em inúmeras iniciativas daquela natureza.

Já depois dos incidentes a reacção do PS, pela voz do impossível Canas, diz tudo sobre o assunto. O aproveitamento político deste caso é de uma natureza tão baixa que nem me merece comentários. O mesmo posso dizer sobre as palavras do próprio Vital Moreira, mas aí dou o desconto de quem passou por momentos…apertados.

A tara do PS pelas provocações é histórica: basta recordar o 1º de Maio de 1975 em Lisboa ou a ida de Mário Soares à Marinha Grande na campanha para as Presidenciais de 1986. E com a actual direcção desse partido, só se admira quem quer.

Não condeno de forma nenhuma o que se passou. A reacção das pessoas foi a normal ante tal baixeza e ante tais políticas. Só tenho pena de uma coisa: que tendo ficado com a fama, os manifestantes não tenham tido o proveito.

Posta de parte esta questão passemos então ao comentário que motivou este post.

O tipo de discurso apresentado pelo autor reveste-se desde logo de alguma contradição: desvaloriza (e com razão) os incidentes colocando aspas quando fala em “agressões” mas ao mesmo tempo parece admitir que de facto elas existiram. Mas não é isto que me parece importante.

Quem quer que tenha escrito aquele comentário teve dois motivos para o fazer.

Primeiro acusar o BE e seus militantes de também terem participado nos apupos e, pior, de “conluio” com o PS, querendo passar a mensagem de que foi o BE quem instigou os manifestantes a apuparem Vital Moreira, entrando assim como segunda parte da provocação orquestrada pelo PS. Desta forma limpa-se a imagem do PCP e ainda alguma da possível frustração por ter alinhado inconscientemente na jogada do governo.

O segundo motivo parece ser a delacção pura e simples de um cidadão que participou dos apupos à delegação do PS.

Se houve militantes do BE a apupar Vital Moreira? Possívelmente houve, como concerteza também os houve do PCP ou simples apartidários, cidadãos anónimos e descontentes com o PS e seu governo. Mas, por mero acaso, nas imagens que vi na reportagem da TVI24, uma das pessoas que mais perto se chega de Vital Moreira a insultá-lo é alguém que eu conheço pessoalmente e é militante do PCP.

Quero com isto dizer que vejo com bons olhos que tenha havido militantes do BE a insultar Vital Moreira. Prova que, ao contrário do que eu pensava, ainda há Bloquistas que se afastam da linha pró-PS que a direcção daquele partido tem seguido.

Se a reacção do BE foi triste e alinhou na crucificação pública do PCP? Foi, sem margens para dúvidas. Mostra o total alheamento da cúpula do BE em relação à classe trabalhadora e comprova, uma vez mais, o alinhamento estratégico com o PS.

Compreendo que as pessoas próximas do PCP se sintam frustradas com o BE neste caso. Mas não posso aceitar que se use essa frustração para actos de bufaria. À moda antiga.

ADENDA: após deliberação do Colectivo da Conspiração dos Iguais, o comentário em causa foi retirado, por razões que se prendem com a protecção da pessoa visada. A ele ficam as minhas desculpas pela demora na retirada.

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A única forma em que eu vejo uma aproximação entre um militante comunista a uma igreja envolve gasolina e um isqueiro

Apesar do conhecido afastamento do PCP em relação à Igreja Católica, Jerónimo de Sousa e D. Jorge Ortiga acreditam que esta aproximação pode ajudar os portugueses mais carenciados.


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