Uma nota histórica

Em Maio de 1796, numa França vivendo sob o domínio da Burguesia Thermidoriana, as massas laboriosas viram goradas as suas esperanças de aprofundamento da Revolução até ao pleno cumprimento dos desígnios consignados nas 3 palavras chave do Movimento de 1789 e até à total realização dos seus anseios de emancipação por via da Democracia pura. A causa desse falhanço foi uma acção violenta, desencadeada por agentes infiltrados, que prendeu (e mais tarde executou), entre outros, Gracchus Babeuf e Philippe Buonarotti, principais instigadores de um movimento que denunciava Robespierre e os Jacobinos como  moderados e visava a violenta destruição da ordem Burguesa: a Conspiração dos Iguais.

De então para cá, várias têm sido as tentativas de atingir o objectivo traçado por Babeuf e seus pares, o sonho da total Liberdade, da plena Igualdade e da profunda Fraternidade entre os Homens. Destacam-se entre as várias tentativas a Comuna de Paris de 1871 e a Revolução de Outubro de 1917. Ambas falharam, mas ambas deixaram uma certeza inolvidável: a de que é possível os trabalhadores, por si próprios, tomarem em suas mãos o poder e construir uma sociedade nova e indestrutível, a Sociedade dos Iguais.

Nos dias de hoje, com as perspectivas revolucionárias  a começarem a ganhar forma quando o Capitalismo as julgava enterradas, é imperioso um amplo e sincero debate entre as facções políticas que acreditam na Democracia plena dos trabalhadores. Desse debate, difícil por si só para todos, sairão as possíveis soluções para a inversão da ordem Capitalista.

Urge agir e apelar à luta das forças revolucionárias em direcção a uma Revolução que será a última.

Venceremos.

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